Normalmente, não sou grande defensor de receitas que envolvem apenas montagem (sou chatinho, quanto a isso), mas meus conceitos têm mudado bastante. Também porque, com uma receita desenvolvida diretamente pelo mestre Escoffier, acho que as chances de erro se reduzem drasticamente.
Um pouco antes de 1900, ainda chefe da cozinha do Savoy Hotel, em Londres, Escoffier criou uma combinação especialmente feita para a Srta. Nellie Melba, cantora de Ópera, utilizando suas frutas preferidas, pêssegos e framboesas, e sorvete de baunilha. Servido em um grande cisne esculpido em gelo, foi um grande sucesso, na época. Nessa sobremesa, pêssegos em calda eram colocados sobre uma cama de sorvete de creme, e cobertos com purê de framboesas e lascas de amêndoas. Era criado o Pêssego Melba.
Rigoroso com seus métodos, também foi criada uma versão alternativa, que usaria morangos, frescos ou em compota, enriquecido com uma dose de kirsch. Porém, nesse caso, devido às mudanças, o nome passou a ser Pêssego Cardeal.
Essa história, eu adaptei d’O Livro da Cozinha Clássica, de Sílvio Lancelotti. (more…)