Ôh de casa? Posso entrar? Olha só, parece até um blog abandonado, de tanto tempo que faz que não aparece ninguém por aqui… Que feio…
Mas bem, mais cedo ou mais tarde, era hora de retomar o blog, né? Antes que algum hacker o fizesse, ou que o meu provedor me desativasse, por abandono! Hahahahah
Semana passada, resolvi perguntar no Twitter sobre o que deveria fazer pra reavivar o SugarNut. Recebi diversas sugestões, entre Panna Cottas, sugeridas pelo @Stefan_Tseng, Tiramisù, da @Ishty, Compota de Pêssegos, da @adrianaoliveira, e Tarte Tatin, da Nina (@gourmandise). Mas além dessas sugestões, a Nina também sugeriu que eu fizesse Chiffon Cake. Na hora eu logo tentei fugir dessa opção (tenho um pavor danado desses bolos inflados). Mas a Nina defendeu tanto o Chiffon Cake que acabei não resistindo e determinei que iria fazer um!

Pra quem não conhece, o Chiffon Cake é um parente do pão-de-ló, feito principalmente à base de ovos, óleo, açúcar e farinha. É também comparado ao japonês Castella Cake. Fica hiper-fofo, leve e com sabor suave, como manda a boa confeitaria japonesa moderna. Fica excelente pra se tomar puro com um chá ou pra colocar um recheio leve.
Usei uma receita da Clotilde, do Chocolate & Zucchini, e adaptei um tiquinho só. Ah, e existe uma fôrma (ainda tem acento?) específica para Chiffon Cake, que é parecida com aquelas redondas de buraco no meio, mas é mais alta e com o buraco mais fino. Além disso, ela tem uns pézinhos no topo, pra depois poder virá-lo de ponta-cabeça. Eu usei a forma normal de buraco no meio, e umas individuais, tipo de bombocado, e funcionaram bem, também!

Bolo Chiffon
Baseado nessa receita, do Chocolate & Zucchini
1 xícara de farinha de trigo (130g)
1 colher de chá de fermento químico em pó
5 ovos grandes (gemas separadas das claras)
1 colher de chá de extrato de baunilha (ou outro aromatizante)
75g + 60g de açúcar
1 pitada de sal
120ml de água
80ml de óleo vegetal (usei de nozes)
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Separe a assadeira de buraco no centro de uns 25cm de diâmetro. Talvez sobre massa, então deixe uma assadeira de muffins à mão. Aliás, as assadeiras devem ser sem proteção anti-aderente, pois depois o bolo será soltado na faca.
Peneire a farinha e o fermento dentro de um saquinho, dê um nó na ponta, e chacoalhe bem, pra deixar a mistura bem homogênea e aerada. Se não quiser se divertir com o saquinho, pode passar a farinha na peneira umas 4 vezes.
Numa tigela, coloque as 5 gemas, a pitada de sal, a colher de chá de extrato de baunilha, 75g de açúcar e, com um fouet, bata bem, até esbrinquiçar as gemas. Num copo, coloque os 120ml de água e 80ml de óleo. Adicione essa mistura às gemas em umas 3 ou 4 etapas, batendo bem a cada adição. Vai espirrar um pouco, mas é normal. Por fim, adicione a farinha em 2 ou 3 etapas, misturando de leve só pra incorporá-la. Tente não mexer demais, e se contente quando você não vir mais vestígios de farinha.
Numa tigela separada, completamente limpa e sem uma gota sequer de gordura, bata as claras em neve. Quando começar a espumar, adicione os 60g de açúcar restantes. Continue batendo até obter picos firmes (isso ocorre quando você levanta a batedeira e forma-se uma ponta no batedor, e você é capaz de virá-lo pra cima, sem que a ponta se incline).
Coloque um terço da massa de gemas à clara em neve, e misture com uma espátula para incorporar. Adicione os dois terços restantes, e continue misturando de leve, pra incorporar, buscando desinflar o mínimo possível das suas claras em neve.

Coloque a massa na assadeira, preenchendo pouco mais de metade na altura (a sugestão era 3/5). Asse por mais ou menos 30 minutos, o bolo grande, ou uns 20, se forem os individuais. Estará pronto quando o topo estiver dourado e sequinho e, quando você apertá-lo com o dedo (vai lá, não tenha medo!), ele mantiver a forma e “empurrar de volta”.
Tire o bolo do forno, e deixe-o virado de ponta-cabeça, para esfriar, em uma grade para biscoitos. Isso é importante para que o bolo esfrie sem desinflar. Assim, o seu Chiffon Cake continuará leve e aerado. Quando estiver frio, passe uma faca nas laterais do bolo (aquela faquinha de rocambole, de plástico, é a melhor, nessa etapa!) e dê uma chacoalhada para soltá-lo do fundo.
Sirva-o polvilhado com açúcar de confeiteiro, ou com um ganache leve, ou mesmo com uma caldinha doce de limão ou algum outro sabor!

