Desculpa não ter dado muita atenção aqui ao Blog, mas o principal motivo pra isso é que realmente, não tenho dedicado muito do meu tempo para fazer doces. Tenho cozinhado um pouco, sim, e, mas só quem me acompanha pelo Twitter é que tem idéia do que tenho feito nessas últimas duas semanas. E a resposta é muito simples: Alimentando e tentando utilizar o meu fermento natural!
Tentando encurtar a história, tudo começou uns 3 meses atrás, quando ocorreu a Semana Mesa SP, no Senac-SP. Uma das palestrantes foi a Mari Hirata, que falou sobre panificação. Mais legal que isso, ela distribuiu uma série de pedacinhos do fermento dela (que, pelo que me lembro, já tem cerca de 15 anos). O Vitor, do Prato Fundo, conseguiu um desses fermentos, alimentou e cuidou dele, que cresceu e procriou, e, muito gentilmente, ele nos trouxe um monte de fermentos para vários outros bloggers! Eu fui um dos sortudos que ganhou o fermento, e, também com muito carinho e dedicação (e as devidas instruções), o meu fermento também cresceu e multiplicou!

Esse é o Snorlax, o meu fermento (é normal a gente dar nome ao fermento. Afinal, são como bichinhos de estimação. O pai do Snorlax, fermento do Prato Fundo, se chama Shiroi. Entre outros fermentos com nome, há o Philémon, da Clotilde – Chocolate & Zucchini, e a Nina Moori – do Gourmandise (e não a Roberta Sudbrack, como tinha confundido antes) tem dois, um chamado Pierre e outro cujo nome infelizmente não recordo, agora (que a Luciana Betenson me contou que se chama John)). Num próximo post, explico direitinho o motivo de ele se chamar Snorlax! Heheheh
Mas bem, de qualquer jeito, tenho feito alguns experimentos com o uso do fermento natural. Comecei com um pão básico da Clotilde, que me rendeu bons pães com jeito de italianos, e, sábado passado, resolvi tentar algo mais elaborado! Pesquisando no blog Wild Yeast, escrito pela Susan, descobri uma coleção interessante de receitas de pães, que inclui algumas com esse tipo de fermento natural (sourdough, em inglês), e uma das que mais me chamou a atenção foi a Ciabatta, relativamente simples. E acima de tudo, um dos meus pães preferidos, excelente para sanduíches!
A receita do pão, eu deixarei também em um outro artigo, mas aqui, deixo uma combinação excelente, pra se preparar rapidamente com um bom pão ciabatta, seja ele feito em casa ou comprado de uma boa padaria!
Misto Quente Especial
Para 1 sanduiche (aconselhado o uso de um forninho elétrico. Se não tiver, sugiro fazer isso para 3 ou mais sanduíches)
1 pão ciabatta médio (aproximadamente 70g. Comparável ao pãozinho francês)
1 colher de sopa de manteiga com sal
2 ou 3 fatias de uma boa mortadela
30g de queijo brie, fatiado
Se for fazer vários sanduíches, pré-aqueça um forno a 150C. Para um ou dois sanduíches, aconselho o uso de forninho elétrico.
Não tem muito segredo para um sanduíche. corte o pão ao meio (me nego a explicar o sentido do corte).
Espalhe a manteiga por sobre uma das metades do pão.
Cubra essa metade com as fatias de mortadela. Espalhe o Brie fatiado por sobre a outra metade do pão.
Coloque as metades de sanduíches abertas em uma assadeira, e coloque os sanduíches no forno. Aqueça-os por cerca de 5 a 7 minutos, ou até que o queijo brie derreta.
Junte as duas metades e corte o sanduíche em dois, antes de servir!

