Esse é o primeiro post da série de Conversas sobre a Mesa, e tive a sorte de começar com o pé direito! Aliás, com dois pés direitos!
No dia em que o grande clã de food bloggers estavam se divertindo no grande encontro no Mocotó, eu fui almoçar com os meus pais. Curiosamente, depois de ter ouvido de terceiros que Paris 6 era bom, e tal, o meu pai, que nunca sugeriu de almoçar num restaurante francês na vida, lançou “Que tal o Paris 6?”. Foi um momento de grande alegria pra mim! hahahah
O Paris 6 é um restaurante bem charmozinho, que fica no bairro dos Jardins, aqui de São Paulo. Chegando lá, descobri o motivo de meu pai sugerir o restaurante: eles servem uma espécie de menu combinado, com entrada, prato principal e sobremesa por um só preço: Uma excelente forma de experimentar restaurantes diferentes!
Sentados à mesa, era possível ver diversos cardápios antigos enquadrados, todos assinados por celebridades, elogiando o restaurante e o chefe… Sempre fico pensando que essas coisas me indicam que entrei numa fria… Restaurante famosinho, destino pra gente famosa e tal, mas com comida cara e medíocre…
Feliz engano o meu, e, só porque a refeição lá foi extremamente agradável, acho que merecem um post com quase tudo.
De entrada, as opções eram um Ceviche de Salmão ou um Steak Tartare. Os dois estavam excelentes, e consegui matar o meu preconceito por Tartares! (mas ainda não com ovos crus…)
De prato principal, meus pais pediram a costela de cordeiro, que acompanhava purê de mandioquinha e molho de frutas vermelhas:
Eu decidi ir de Paella Parisiense, que não sabia bem o que era (e nunca fui muito fã de paella), mas pedi pois depois do tartare, a paella seria fácil, fácil!
Muito bem cozidinha, e cheia de frutos do mar. Mas o que mais surpreendeu foi o tentáculo de polvo, à direita do camarão. Muito macio por dentro, e com uma casquinha muito crocante, muito gostoso de comer!
Mas bem, depois de uma excelente comida, eles não podiam estragar tudo, né? Também havia duas opções de sobremesas:
Para os meus pais (curiosamente, dessa vez, os dois pediram rigorosamente os mesmos pratos) uma taça de sorbet de limão com coulis de goiaba e frutas.
Um Sorbet bem azedinho, com o coulis e frutas que quebram a intensidade na medida certa. Uma ótima pedida de sobremesa para um dia quente de verão!
Já pra mim, que realmente analisei, foi um par de Profiteroles, recheadas de sorvete de creme e cobertas com calda de chocolate.
Vieram bem apresentadas, apesar de uma delas estar com a tampa caindo. Mas isso não é bem um problema, quando o motivo é uma bola de sorvete avantajada por dentro!
O sorvete não tinha nada de muito especial, mesmo. Estava lá só pra dar graça, sabor e temperatura pro conjunto. A calda de chocolate também não surpreendia. Estava bem chocolatenta, sim, e cumpria bem a sua função, de conferir muito sabor às profiteroles. E só por isso, já estava boa o suficiente. Mas a massa, de patê a choux, é que estava realmente surpreendente. Estava muito bem assada, no ponto, ainda mantendo um pouco da sua crocância de quem veio direto do forno. Não tem nada mais desesperador em profiteroles ou em Saint Honorés que “carolinas” murchas, que pareciam que estavam na geladeira ou freezer há umas 2 semanas…
Pulamos o café, pois lá eles só serviam Nespresso, cobrando 6 reais por cada, e decidimos ir a um dos cafés da Oscar Freire, já que estávamos do lado, mesmo!
Balanço geral do Paris 6? Extremamente positivo, com uma comida excelente e uma sobremesa muito saborosa!

